Por Hernani da Claita
Nanito, um jovem artista plástico talentoso, sempre sonhou em expor seus quadros numa galeria e ser reconhecido pelo mundo com uma habilidade única de criar obras de arte utilizando materiais reciclados, ele transformava o lixo em tesouros, no entanto, sua jornada foi marcada por desafios e desilusões. Seus amigos o desencorajavam a seguir a arte plástica, dizendo que não dava dinheiro. “Você precisa de um emprego de verdade”, diziam eles. “A arte é apenas um hobby”.
Sua namorada, Amanda, o deixou quando descobriu que ele tinha diabetes, alegando que a arte não daria futuro. “Eu quero uma vida estável, com segurança”, disse ela. “A arte é muito incerta”. Nanito se sentiu sozinho e perdido, e começou a beber para lidar com a dor, se perguntava se valia a pena continuar lutando por seus sonhos.
Mas, um dia, seu primo Fábio o encontrou e o ajudou a se recuperar. Fabio falou com um amigo diretor, que deu a Nanito uma nova oportunidade: expor seus quadros numa galeria em Maputo. Nanito estava nervoso, mas determinado, sabia que essa era sua chance de mostrar ao mundo o que era capaz de fazer.
No dia da exposição, Amanda apareceu, e eles trocaram olhares de arrependimento e desprezo. Nanito não disse nada, mas seu olhar dizia tudo. Ele estava feliz por ter seguido em frente e por ter encontrado seu lugar no mundo, contudo, antes que pudessem dizer alguma coisa, um apagão ocorreu na sala. Quando a luz voltou, um dos quadros de Maela havia desaparecido. Os guardas perceberam o roubo e entraram em perseguição com a quadrilha.
A luta entre os guardas e a quadrilha foi intensa, com tiros e gritos. A multidão se dispersou, assustada. Nanito ficou devastado com a perda de seu quadro, mas também sentiu uma sensação de libertação, havia finalmente encontrado seu lugar no mundo, e nada poderia tirar isso dele.
A exposição foi um sucesso, e Nanito foi reconhecido como um artista talentoso. Ele provou a si mesmo e aos outros que a arte plástica era mais do que apenas um hobby. Era uma forma de expressão, de criatividade e de superação. Nanito sabia que não importa o que acontecesse, ele sempre teria sua arte para se agarrar.
Agora, Nanito está mais determinado do que nunca a continuar criando e inovando. Ele sabe que a arte é uma jornada, não um destino. E ele está pronto para enfrentar os desafios que vêm com ela…
Leia o próximo capitulo, roubo II.
Hernani da Claita, Jornal Choraminhices.



Adianto dizer que em breve estará no cinema
A linguagem da Arte poucos entendem e confraternizam quando ela aparece, no Cinema esse assunto é muito explorado a Arte se mistura com Realidade ali conectada, saúdo seu texto com a oportunidade perfeita de se discutir essa assunto com certa frequência e continue essa Narrativa com Conto, muito legal e real