Hernani da Claita
Senhor, eu clamo por socorro, com lágrimas nos olhos,
Minha voz sufoca, minha alma está em dor e em desânimo.
O Diabo me cerca, me sufoca a alma,
E eu corro sem sair do lugar, sem calma, sem paz.
Senhor, a sociedade está perdida e sem rumo,
As mulheres são chamadas de emponderadas, mas sem valor não são vistas, não são ouvidas.
Meu irmão é meu inimigo, a violência nos rodeia,
E o amor parece ter perdido seu valor, sua alegria.
Senhor, como uma baleia engravidou minha irmã?
Que tipo de justiça é essa, que tipo de amor?
Senhor, pronunciamos seu nome sem honra e sem temor,
Usamos seu santo nome para falar de ti, sem amor, sem dor.
Estamos a tornar o que é santo desprezível e vão,
E a violência e a falta de humanidade são visíveis.
Como pode, Senhor, que as pessoas cometam crimes tão graves,
E no domingo estejam na igreja, a tomar santa ceia, sem remorsos ou vergonhas?
Como pode, Senhor, que as pessoas sejam tão cruéis e sem piedade,
E ainda assim se digam cristãs, sem ter amor ou caridade?
A humanidade morre nas mãos de Tais eruditos religiosos
Senhor, queremos nos redimir perante a ti,
Purifique-nos, perdoa-nos, Senhor, por favor.
Nós estamos mal, estamos cobertos de sujeira e pecado,
Mas com sua graça, podemos ser limpos, podemos ser puros.
Perdoa-nos, Senhor, perdoa-nos, por favor,
E nos dê a força para sermos melhores, para sermos humanos.
Nós precisamos de sua ajuda, Senhor, para sermos capazes,
De amar, de perdoar, de sermos humanos.
Hernani da Claita, Jornal Choraminhices.


