Por Gracy do Nascimento
Quando ela chegar,
não quero pressa:
que se familiarize…
Mesmo que sua imagem floresça resistência,
quero mostrar-lhe a plenitude da vida.
Que não seja súbita,
nem apressada,
que se assente
e aprecie estes últimos instantes…
Quero andar com ela
pelos caminhos que percorri
e despedir-me
com alegria e gratidão
por cada momento.
Que todos ao meu redor a sintam,
aprendam a reconhecê-la,
ainda que saibam
que, ao final,
ela lhes trará a dor da despedida.
Quero saber que ela está aqui
e contemplar,
sem pressa,
sem medo,
os meus últimos segundos…
Respirar lentamente em paz,
sentir o toque sutil do vento, da água,
e deixar esvair
lentamente e serena.
Que não me assombre:
se vier de fininho,
que sua presença seja clara,
e que possamos dançar e dançar por todos os ritmos…
Até o último suspiro.
“Que o fim não seja ruptura,
mas um compasso sagrado
na última dança da existência.”
Gracy do Nascimento, Jornal Choraminhices.



Imersiva, profunda, reflexiva e envolvente. Que bela poesia amiga. Gratidão ✨️
Que bom que gostou! A Morte é um convite a olhar com amor e contemplação para a vida!
A poesia dialoga de forma sofismaticamente dialoga a importância do Amor Romântico que acontece de forma espetacular de uma pré-montagem com uma piscadela em Aristóteles e em Platão, usando recursos com elemetos lunares para ter tal ajuda e expande um ponto legítimo